Exemplo de podcast
O tema do nosso podcast desta semana é: Comunicação e negócios.
Iremos tratar das novas perspectivas da comunicação no plano dos negócios.
Esta semana participam do nosso podcast os convidados:
- Fulano
- Cicrano
- Beltrano
Ouça online ou clique aqui para baixar.
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Colocamos nossos clientes em primeiro lugar?
Caso da Renault e incidente nuclear no Japão podem elucidar o quanto ainda precisamos caminhar.
Na última segunda-feira, dia 14, recebi via Twitter duas notícias que me parecem emblemáticas de como existem culturas muito distintas no que tange o relacionamento entre empresas e clientes. Embora os casos sejam retirados de realidades e circunstâncias muito diferentes, acredito que vale a reflexão.
A primeira notícia foi sobre o caso da Renault: após quatro anos de idas e vindas com seu Renault Mégane, uma cliente brasileira resolveu botar a boca no mundo. Criou um site e postou vídeos onde faz severas críticas à política da montadora. Segundo a cliente, seu veículo apresentou problemas desde que foi retirado da concessionária, mas a montadora recusou-se a fazer a troca, além de não conseguir consertar o carro.
O site já teve mais de 70 mil acessos e notícias e os vídeos sobre o caso circulam pelas redes sociais. Imaginem qual foi a resposta da Renault? De acordo com o site AdNews, “liminar obtida pela Renault obriga a cliente a retirar do ar em 48h as denúncias feitas em seus perfis de Twitter, Youtube, Facebook e Orkut e a exibição pública do carro”.
A empresa e a memória digital de sua marca.
A comunicação dentro das organizações precisa assumir uma postura menos reativa e operacional para de fato tornar-se estratégica e integrada com as demais políticas.
Sempre foi dito que o Brasil é um país sem memória. As pessoas esquecem facilmente das coisas e de maneira geral, o ensino da própria história nacional não é valorizado como deveria. Porém, hoje a web está proporcionando um fenômeno interessante que vai impactar diretamente na maneira como gestores de marketing e comunicação desenvolvem suas estratégias e os seus respectivos planejamentos.
Se antes o país não tinha memória, hoje a web se encarrega de ser uma espécie de arquivo global: uma memória coletiva, por assim dizer, onde ficam registrados (por tempo indeterminado, até que alguém prove o contrário) todos os eventos que de alguma forma marcam a nossa sociedade.
O fator Tiririca!
Humorista é o macaco Tião do século XXI
Não gosto de falar de política. Tenho clara convicção de que o debate eleitoral no Brasil ainda beira o que há de mais raso na face da terra. Discutimos pessoas, não ideologias e programas. Mas este ano, um episódio vem marcando o debate: a candidatura do humorista Tiririca para deputado federal pelo estado de São Paulo. Peço permissão para entrar neste campo, pois acredito que estamos diante de um fato social que traz grandes implicações para quem trabalha com marketing, comunicação e negócios de maneira geral.
Há um discurso padrão em nosso país, enraizado fortemente, que revela os fortes preconceitos que ainda persistem silenciosos e que remontam os tempos do Brasil império: a culpa é sempre do mais pobre ou do “povo”, ente abstrato que não tem cara nem endereço. Quando Fernando Collor entrou, no final da década de 80, tinha amplo apoio da classe média e alta contra os “comunistas”, “marginais” da esquerda petista. Quando ele saiu, a culpa por sua eleição era do povo, dos humildes, que se iludiram com sua postura e imagem. “Brasileiro é um povo ingênuo”, diziam…
Futuros possíveis para o mercado editorial.
As mudanças serão gradativas. Hoje donos e gerentes de gráficas não se mostram preocupados com suas atividades no futuro. Pelo contrário: nunca se imprimiu tanto no Brasil.
O tema “mercado editorial” é quente. E meu último texto abordando o assunto gerou uma repercussão tão grande, que acredito valer a pena aprofundar um pouco o debate. Fui instigado a dar meu ponto de vista sobre alguns aspectos ligados ao advento do livro eletrônico, o que farei ao longo deste texto. Mas acho que antes, devemos entender um pouco mais a fundo o que acontece nesta indústria.
Tanto para filmes, quanto para música, até mesmo para jogos eletrônicos e agora para livros, em geral o que se verifica é uma lenta caminhada em relação ao fim das plataformas (não propriamente o fim, mas sim sua completa digitalização).
A comunicação estratégica para instituições de ensino.
A solução para o ensino superior sem foco na construção de valor pode ser uma comunicação estratégica apoiada em uma política real de relacionamento e excelência acadêmica. E não o varejo.
Desde a década de 90, o setor educacional brasileiro, em especial no ensino superior, passou por mudanças grandes. Expandiu-se, abraçou novos mercados, amadureceu e se fortaleceu. Porém, uma etapa importante ainda está em andamento: a profissionalização da sua gestão de marketing e comunicação.
Apesar do aumento da concorrência e das dificuldades que instituições entrantes e tradicionais enfrentam com evasão, inadimplência, além de não conseguirem ocupar todas as vagas que são oferecidas (as conhecidas vagas ociosas, o terror financeiro de qualquer prestador de serviço), existe certa resistência na adoção de uma gestão mais eficiente.
O problema dos livros no Brasil é a baixa demanda.
Se democratização da leitura é um monte de PDF circulando, isso já acontece há bastante tempo. O futuro do mercado editorial sobre a ótica de uma editora.
Muito se fala sobre a ascensão do livro digital, democratização do acesso à informação e sobre a “conservadora e malvada” indústria (sempre ela!) que deseja manter o status quo e impedir que as pessoas comuns tenham acesso a todo o conteúdo produzido.
As gravadoras ainda enfrentam esta fase enquanto “vilãs”, mas tudo indica que as editoras serão as novas “culpadas” por toda a miséria que ainda existe sob a face da Terra. Tudo porque cometem o pecado de, em pleno ano 2010, insistir em tentar vender livros.
Quem legitima a comunicação da sua empresa?
Será que não estamos entrando de fato em uma era onde as empresas não terão escapatória, exceto buscar a legitimação de seus targets e da sociedade?
“Vivemos num tempo muito, muito ingênuo. Por exemplo, as pessoas compram produtos cuja excelência é anunciada pelos mesmos que os vendem. Isso me parece uma prova de ingenuidade”.
Jorge Luis Borges*
A frase do escritor e poeta argentino chama a atenção. Afinal de contas, que mundo é esse onde são as empresas que precisam legitimar os seus produtos e serviços?.
Linguagem: o caminho para coletivizar a realidade.
Estar em sintonia com a linguagem do seu target significa compartilhar o universo simbólico dele. Muitas ações direcionadas de comunicação falham porque não atendem a este requisito básico.
Compartilhamos com as pessoas que estão à nossa volta uma coisa muito importante: a noção de realidade. Podemos fechar os olhos e sonhar, imaginar novas realidades ou mesmo pensar como seria bom se vivêssemos em um lugar muito distante de onde estamos. Mas quando abrimos os olhos e voltamos ao mundo concreto, encontramos a chamada realidade.
Esta noção de real, na verdade, só existe concretamente para nós porque a compartilhamos com outros indivíduos, sistemas e instituições que as endossam, reafirmam e reforçam. Logo, podemos dizer a grosso modo, que a realidade existe enquanto construção social partilhada pelos grupos.
Desabafo – Beirute dos infernos!
Fast food nunca foi o meu forte. E ultimamente venho desenvolvendo certa repúdia a este tipo de alimentação. Porém, vez por outra a praticidade e a fome falam mais alto e acabo me rendendo aos seus encantos. Ontem, para minha infelicidade, tomei mais uma vez esta insana decisão…
Fui ao drive-thru do Habibs. Atendimento lerdo. Parece que no processo seletivo, escolhem justamente os mais atrapalhados para ficar no atendimento direto ao público. Mas até aí, tudo bem. Difícil ver um fast food que fuja deste padrão. O pior ainda estava por vir.
Estava sozinho no carro e levaria o lanche para casa. Um pedido simples: dois beirutes, duas batatas e dois sucos de laranja. Entregaram tudo, menos os sucos, isso após quase 10 minutos de espera. Tive que questionar: “estão faltando os sucos”. O rapaz então foi olhar no meu pedido e sai resmungando com os companheiros: “estão faltando dois sucos”!




Bruno Garcia atualmente cursa mestrado em Administração no Ibmec. Tem passagem por diversas empresas, tendo ocupado cargos na área de comunicação, marketing e edição de conteúdo.




